Em dois anos existência, Pix tem mais de 523 milhões de chaves
"Aceita Pix?", acho que é uma das perguntas mais feitas nesse país desde o dia 16 de novembro de 2020. Pois é, passaram-se dois anos desde o lançamento do pagamento instantâneo no Brasil, o Pix. Uma das vantagens do sistema, que eu destaco, é a sua agilidade, que em questões de segundo, dá para fazer uma transferência. Além disso, ele só precisa das seguintes informações: número de celular; Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica; e-mail; ou o Registro Geral (RG). Essas são as chaves, basta uma dessas opções e você já envia ou recebe um dinheiro na sua conta digital.

De acordo com as estatísticas do Banco Central (BC), existem atualmente mais de 523 milhões de chaves Pix cadastradas pelos usuários. Um levantamento divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), nesta segunda-feira, dia 14, mostrou que os brasileiros têm usado e aceito mais o sistema de pagamentos.
“Nos últimos 12 meses, registramos um aumento de 94% das operações com a ferramenta”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.
“Os números mostram que a população está usando o Pix como meio de pagamento de menor valor, como por exemplo, em transações com profissionais autônomos, e também para compras do dia a dia, que seriam feitas com notas, como foi previsto à época do lançamento da ferramenta”, explica Sidney.
De acordo com o levantamento, até outubro deste ano, as chaves aleatórias, escolhidas pelo sistema na hora de cadastro, somam mais de 213,9 milhões, na sequência vem as chaves por CPF, com 114,2 milhões, celular (108,3 milhões), e e-mail (77,5 milhões).
No Brasil, as estatísticas mostram que quase metade dos usuários do Pix estão na região Sudeste do país (43%), seguido do Nordeste (26%), Sul (12%), Norte (10%) e Centro Oeste (95). Já em relação aos usuários, 64% têm entre 20 e 39 anos. Esses são dados relativos ao período de setembro.
Segurança
Não dá para falar de Pix sem tocar na segurança. Isso porque, o número de golpes que tem se aproveitado da ferramenta para roubar informações e dinheiro de brasileiros, é outra coisa presente neste método.
Entre maio e abril deste ano, o aumento do “golpe do Pix”, foi de 350% em comparação com os meses de fevereiro e março no Brasil, de acordo com um levantamento da PSafe, empresa de cibersegurança na América Latina.
“Só nos cinco primeiros meses do ano, registramos mais de 3.4 milhões de detecções de golpes com a temática financeira. No ano passado, no mesmo período, havíamos bloqueado pouco mais de 2.2 milhões”, diz o executivo-chefe de segurança da PSafe, Emilio Simoni.
Pix é o futuro?
Nos últimos tempos, diante de todas as transformações tecnológicas até aqui, me pergunto se já chegamos ao limite. Em relação a pagamentos, o Pix seria o futuro?
Não garanto que ele seja o futuro, mas sim um ponto de início, acredito que ainda temos muito que avançar com relação a esse tipo de pagamento. Ele ainda apresenta alguns riscos, como a real certeza de que: será que estou enviando para a pessoa certa? Uma vez enviado um Pix, já era, se foi para a pessoa errada, e desconhecida, será mais difícil ainda conseguir o dinheiro de volta.
No mais, tem muitos métodos de pagamentos que podem ser mais avançados que o Pix, e que merecem uma atenção especial. Podemos falar deles aqui depois. Mas pra mim, o Pix é sim o meu principal método de pagamentos, tanto em ambientes físicos como online, quase que não uso o cartão de débito ou o dinheiro em espécie.
Mas e aí, em dois anos, você usa ou já usou o Pix? Comenta aí as suas experiências com ele!
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Com informações do Banco Central, Febraban e PSafe



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